Reflexão: sobre jogos, e o que o futuro reserva


Neste fim de semana que passou, meu sobrinho ganhou um Playstation 2. Já fazia muito tempo que ele vinha em casa e ficava o dia inteiro no meu quarto vidrado vendo eu jogar. Eu não acho que uma criança de 6 anos devia jogar PS2, e sim, eu sei que existem jogos infantis. E também acho que muito marmanjo por ai que não sabe um a em inglês também não deveria tocar em um, mas isso não é o ponto desse post. Meu sobrinho já conhecia o Sonic, então dei o Sonic Mega Collection Plus para ele jogar, e fiquei o observando jogar o Sonic de Megadrive. Nisso, comecei a lembrar da minha experiência com meu primeiro videogame, e pensei até em level design e como ele é importante para os jogos, até nas características dos jogos atuais.


Primeiro, a felicidade do garoto era palpável! Será que eu fiquei tão feliz assim quando ganhei meu Master System? Não me lembro. Eu ganhei o Master System quando era bem pequeno também. O nível do garoto era quase daquele do Nintendo Sixty Foooooooooooooooooour, quase peguei a câmera para filmar! Maldades à parte, foi divertido observar como ele estava vidrado e comunicativo nessa hora.  


Então ele começa a jogar o Sonic. Ensino para ele como vai para frente e para trás, e o botão que pula. 5 anos depois quando ele consegue se mexer, ele vai de encontro ao inimigo e morre. Volta do começo. E assim começa uma jornada de mortes, frustração e impaciência. Mas foi muito legal ver que ele conhecia conceitos de física já! Ele sabia que tinha que pegar impulso para conseguir passar algumas partes. Isso que é level design! Tudo que está ali te fala o que precisa ser feito, sem você saber.



Eu digo isso por experiência própria, já que eu passei a mesma coisa. O primeiro jogo que eu joguei no meu primeiro videogame foi Sonic The Hedgehog, e eu demorei anos para conseguir terminar pela primeira vez (sim, anos, eu era muito novo, e ruim!) e me lembro até hoje de quando eu finalmente conseguir termina-lo! De certa forma, eu sinto falta dessa sensação ao terminar um jogo, aquela sensação de finalmente conseguir. Antes tínhamos muito isso porque os jogos eram muito mais difíceis do que os de atualmente. Era o jeito que os desenvolvedores encontravam para fazer os jogos durarem mais. Como hoje em dia esse recurso não é mais necessário, ficamos presos a história de cada jogo para nos passar uma sensação parecida. Só que é difícil, são poucos jogos que conseguem isso com maestria. As melhores experiências que tive nesses últimos anos foram na geração passada, com jogos como Mass Effect 2, The Last of Us, BioShock Infinite, The Walking Dead. Claramente vemos como os jogos estão evoluindo e se importando cada vez mais com a experiência que o jogador passará e eu estou muito animado com os jogos dessa oitava geração de videogames. Claro, alguns jogos como Demon’s Souls e Dark Souls foram desenvolvidos para sanar essa falta de dificuldade dos games atuais, mas são poucos jogos, e claramente não são jogos para qualquer um. 

Dark Souls: sofra e morra, não necessariamente nessa ordem
E talvez seja esse o problema dos jogos atuais do Sonic por exemplo. Os jogos dependem muito mais de história hoje do que antes, e os jogos do Sonic tem assumido um aspecto muito infantil, para contar uma história infantil. Esse é o problema. Sega, para de se preocupar com isso e faça um jogo do Sonic que seja exclusivo de jogabilidade, desafiadora, recompensadora, não essas merdas dos últimos anos cheias de bugs e histórias toscas/imbecis. Os últimos jogos que conseguiram um meio termo foram Sonic Colors e o Sonic Generations. Façam mais jogos assim do Sonic. Esqueçam as crianças!
 
Sonic Colors: o melhor Sonic dos últimos 10 anos


Esse texto começou de um jeito, terminou de outro, que loucura! Mas esperam que tenham curtido. Até semana que vem! 

CONTATO:

theplayerhood@gmail.com
© Copyright 2015 Playerhood. Designed by Bloggertheme9 | Distributed By Gooyaabi Templates.